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Candidatos ao governo do Piauí participam de primeiro debate

Candidatos ao governo do Piauí participam de primeiro debate Reprodução/YouTube/Band Piauí Cinco candidatos ao Governo do Piauí com representatividade no C...

Candidatos ao governo do Piauí participam de primeiro debate
Candidatos ao governo do Piauí participam de primeiro debate (Foto: Reprodução)

Candidatos ao governo do Piauí participam de primeiro debate Reprodução/YouTube/Band Piauí Cinco candidatos ao Governo do Piauí com representatividade no Congresso participaram, na noite deste domingo (9), do primeiro debate das eleições de 2026. Promovido pela Band Piauí, o encontro reuniu os concorrentes para apresentar propostas e discutir temas como saúde, educação, segurança pública e geração de empregos. Participaram do debate Dra. Lúcia Santos, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); Gisvaldo Oliveira, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); Gustavo Henrique, do Avante*; Joel Rodrigues, do Progressistas; e Rafael Fonteles, do Partido dos Trabalhadores (PT). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp *O Avante vive uma disputa interna no Piauí após a realização de duas convenções partidárias. Uma delas lançou Gustavo Henrique como candidato ao Governo do Estado, enquanto a outra aprovou apoio a Elizeu Aguiar, do Novo. Apenas a ata da convenção que declarou apoio ao candidato do Novo foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, a Justiça Eleitoral ainda vai decidir qual dos encontros tem validade. Por decisão judicial, Gustavo Henrique participou do debate como representante do Avante. Já a participação do Novo ficou condicionada à definição da Justiça sobre a situação da coligação. O debate começou às 20h e foi dividido em blocos temáticos e momentos de confronto direto entre os candidatos. A mediadora conduziu perguntas sobre áreas consideradas prioritárias para o estado, como saúde, educação, segurança pública e gestão dos recursos públicos. Cada candidato teve tempo pré-definido para responder às perguntas e apresentar seus argumentos ao longo das rodadas. Agora no g1 Primeiro bloco No primeiro bloco do debate, os candidatos responderam a perguntas temáticas formuladas pelo mediador sobre educação, mobilidade urbana, saúde, geração de emprego e segurança pública. O candidato Gustavo Henrique foi questionado sobre qual seria sua prioridade para a educação caso fosse eleito. Em resposta, defendeu a valorização dos profissionais da área e citou a situação salarial dos servidores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). “Nós temos a Uespi com salários defasados, salários esses que precisam ser recompostos e ter ganho real. Eu acho que nós precisamos trabalhar a isonomia salarial, pegando do menor para o maior. Se não agirmos logo, teremos um apagão na educação, quem vai querer ser professor no nosso estado?”, afirmou. Na sequência, Lúcia Santos respondeu sobre o papel do Governo do Estado na mobilidade urbana. A candidata disse que a gestão estadual deve atuar em parceria com as prefeituras para melhorar o transporte público e reduzir impactos relacionados ao uso excessivo de motocicletas. “O governo do Estado, ele deve a obrigação de ajudar, sim, pactuar junto com a Prefeitura para melhorar essa mobilidade, posto que, quando a população se utiliza de motos para poder chegar no seu destino, nós temos um outro grave problema de saúde pública que é o que se arrasta, que são os traumas, os acidentes com mortes e, muitas vezes, tirando essa pessoa do mercado de trabalho”, declarou. Ela acrescentou que pretende estabelecer parcerias com os municípios para ampliar as ações na área. “E o Estado, sim, no meu governo, ele vai pactuar junto com o município para a gente dar uma habilidade de respeito à população, porque hoje os ônibus em Teresina, essa mobilidade urbana está horrível, está caótica e vai trazer dignidade à população”, completou. O candidato Gisvaldo Oliveira respondeu, em seguida, sobre qual seria sua principal prioridade para a saúde pública. Segundo ele, a primeira medida de sua gestão seria reverter o processo de privatização da administração dos hospitais regionais. “Saúde é um direito social básico e não pode ser transformada em mercadoria. A nossa primeira medida, quando chegarmos ao governo, será reverter a tendência de privatização através do repasse da gestão dos hospitais regionais, as chamadas organizações sociais. Vamos garantir o caráter público do sistema de saúde. Garantindo uma saúde gratuita e de excelente qualidade”, disse. Já o candidato Joel Rodrigues falou sobre geração de emprego e as oportunidades que pretende criar para evitar a saída de trabalhadores do estado. Entre as propostas apresentadas, citou a redução gradual do ICMS e a atração de novos investimentos. “Primeiro, a redução do ICMS de forma gradual, porque aí nós vamos manter as nossas empresas funcionando, gerando mais oportunidades. Vamos criar um ambiente atrativo para que outros grandes investimentos aconteçam e, a partir daí, a gente possa criar oportunidades. Vamos levar a qualificação, levar o crédito, levar o incentivo para que também o Estado esteja presente na comercialização e aí a gente possa gerar mais oportunidades”, afirmou. Por fim, Rafael Fonteles respondeu qual seria sua primeira medida na área da segurança pública. O candidato destacou investimentos em efetivo, orçamento, integração e inteligência das forças de segurança, além de ações voltadas à juventude. “A gente vai continuar aumentando o efetivo, aumentando o orçamento, aumentando a integração e a inteligência das nossas forças de segurança. Fazendo uma repressão dura à criminalidade. E sem esquecer do remédio de longo prazo, que é o investimento em educação, cultura, esporte e oportunidades para a nossa juventude”, declarou. Segundo bloco No segundo bloco do debate, jornalistas convidados fizeram perguntas aos candidatos. Os participantes que responderiam e comentariam cada tema foram definidos por sorteio. O candidato escolhido tinha três minutos para responder, seguidos por um minuto para comentário e outro para tréplica. O primeiro sorteado foi Gustavo Henrique, que respondeu a uma pergunta sobre como equilibrar as contas públicas e, ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária sem comprometer os serviços estaduais. O candidato defendeu o fortalecimento da economia por meio da agregação de valor à produção agrícola, especialmente nos Cerrados piauienses. “Nós temos os cerrados que precisam ser vistos como não só produtores de grãos, mas tentarmos avançar. Nós precisamos continuar a buscar a implementação de outras empresas e assim agregar valor. Não é só exportar os nossos grãos ao mundo afora, naturalmente que, ao agregar valor, se gera emprego. É nós abraçarmos os municípios, principalmente as macro-regiões, as regiões vocacionadas, não é, na produção”, afirmou. O comentário ficou a cargo de Rafael Fonteles, que destacou a transição tributária prevista pela reforma aprovada no Congresso Nacional e citou propostas voltadas ao incentivo ao empreendedorismo. “Então foco na melhoria do ambiente de negócios, crédito, infraestrutura e qualificação para empreender”, declarou. Na tréplica, Gustavo Henrique voltou a defender o desenvolvimento regionalizado, com valorização das vocações econômicas de cada região do estado. Na sequência, Lúcia Santos respondeu a uma pergunta sobre as propostas para fortalecer o agronegócio e ampliar a geração de emprego e renda. A candidata relacionou o desempenho do setor à infraestrutura e à carga tributária. “O agronegócio depende também da carga tributária, depende também de um Piauí desenvolvido, com infraestrutura e com serviços essenciais funcionando. O empreendedor depende que o ICMS seja reduzido”, disse. Gustavo Henrique, responsável pelo comentário, afirmou que o agronegócio depende do fortalecimento da agricultura familiar. Na tréplica, Lúcia Santos não retomou o tema da pergunta e passou a criticar a situação da saúde e da segurança pública no estado, classificando o Piauí como um estado “doente” e “na UTI”. Em outro confronto, Gisvaldo Oliveira respondeu a uma pergunta sobre as propostas para o esporte. O candidato defendeu políticas esportivas como instrumento de prevenção à violência e de inclusão social para a juventude. “Para nós o esporte é uma das ferramentas mais importantes na prevenção à política de violência do nosso Estado. [...] o esporte aliado às políticas de cultura e de lazer devem ser a prioridade de um governo que se diz efetivamente democrático. [...] nós queremos que ao invés da juventude encontrar o revólver apontado para a sua cabeça, possa encontrar quadras poliesportivas, centros culturais, bibliotecas, teatros de arena”, declarou. Lúcia Santos, que fez o comentário, relacionou o tema aos desafios da educação e da segurança pública. “O índice de analfabetismo alto no Estado do Piauí, a gente vê que a educação não está nada bem, quanto mais o esporte. [...] o crime organizado está dentro das escolas, inclusive separando por gangue quem tem que estudar no colégio e quem tem que estudar no outro”, afirmou. Na tréplica, Gisvaldo Oliveira voltou a defender a implantação de políticas públicas permanentes voltadas ao esporte e à juventude. “Então, nós queremos enfatizar aqui a necessidade de que nós possamos ter um planejamento estratégico, um planejamento de Estado [...] para oferecer principalmente aos jovens que não têm tido acesso à educação no nosso Estado”, disse. Em seguida, Rafael Fonteles foi sorteado para responder a uma pergunta sobre geração de empregos e formas de evitar a migração de trabalhadores piauienses para outros estados e países. O candidato afirmou que uma das prioridades de seu plano de governo é o fortalecimento da cultura empreendedora. “O eixo primeiro, o eixo global é exatamente o Pacto pela Economia, focando sobretudo na cultura empreendedora do nosso Estado. [...] Agora colocamos a meta de cem mil oportunidades de trabalho, emprego e renda”, declarou. Joel Rodrigues, responsável pelo comentário, contestou o cenário apresentado pelo adversário e afirmou que muitos piauienses continuam deixando o estado em busca de oportunidades. “Eu tenho andado muito pelo Piauí, ouvindo aqui a fala do candidato, parece que esse estado não é o estado que a gente está vivendo. [...] quantos jovens [...] estão deixando esse estado, quantos pais de família na busca de oportunidades”, disse. Na tréplica, Rafael Fonteles reafirmou o foco na geração de renda e no apoio aos pequenos e médios empreendedores. “Essa área da renda das famílias, do emprego, da oportunidade de trabalho é a área prioritária. [...] Queremos superar a renda média do Brasil”, afirmou. Por fim, Joel Rodrigues respondeu a uma pergunta sobre o abastecimento de água em regiões que ainda dependem de caminhões-pipa. O candidato criticou a gestão do setor e defendeu a revisão do contrato de concessão dos serviços de água e saneamento. “Esse talvez seja um dos graves problemas ou, vamos dizer, o mais grave que eu tenho testemunhado andando pelo Piauí. [...] É preciso aplicar corretamente os recursos, é rever esse contrato de concessão para que esses investimentos cheguem”, declarou. No comentário, Gisvaldo Oliveira criticou a privatização da Agespisa e defendeu a reversão da medida. “A privatização da Agespisa é um dos temas mais importantes e um dos problemas mais graves que enfrenta o nosso Estado. [...] o governo atual entregou de bandeja para o setor privado uma das empresas mais importantes”, afirmou. Na tréplica, Joel Rodrigues voltou a defender investimentos e gestão para ampliar o acesso da população ao abastecimento de água. “Mais do que moral, é preciso ter verdadeiramente sensibilidade. [...] Um governo com sensibilidade, comprometido em mudar a realidade do povo, de fazer a entrega daquilo que é mais importante, a água na torneira”, concluiu. Terceiro bloco No terceiro bloco do debate, os candidatos seguiram com a rodada de confronto direto, em que cada participante podia formular uma pergunta a um adversário, com direito a resposta, réplica e tréplica. O primeiro embate foi entre Rafael Fonteles e Gisvaldo Oliveira. Fonteles questionou o adversário sobre quais seriam suas propostas para acelerar a regularização fundiária nas áreas urbanas e rurais do Piauí. Ao responder, Gisvaldo Oliveira afirmou que adotaria uma política diferente da atual gestão e defendeu o fortalecimento da agricultura familiar. “Nossa proposta é completamente diferente daquela que tem sido implementada pelo seu governo. [...] O que nós necessitamos no nosso estado é da valorização da agricultura familiar, porque é a agricultura familiar que aposta na diversidade de cultivos, é a agricultura familiar que possibilita empregos e trabalho digno para as populações do campo e alimentos saudáveis para as populações das diversas cidades e territórios do nosso estado”, declarou. Na réplica, Rafael Fonteles afirmou que é possível conciliar o agronegócio com a agricultura familiar e destacou ações de regularização fundiária realizadas pela atual gestão. “Mas o que eu estou falando é da entrega de registros de título de terra ou título de imóvel, inclusive em comunidades quilombolas. [...] mais de 50 mil famílias receberam o seu registro de imóvel que esperavam há décadas”, disse. Na tréplica, Gisvaldo Oliveira criticou a atuação do governo junto a comunidades tradicionais e afirmou que a realidade enfrentada por indígenas e quilombolas diverge do cenário apresentado pelo adversário. “Então é preciso que a gente confronte aqui o discurso midiático com a vida concreta”, afirmou. Em seguida, Gustavo Henrique questionou Lúcia Santos sobre as propostas para a segurança pública. A candidata defendeu investimentos em inteligência, monitoramento e valorização dos profissionais da área. “O problema de segurança pública tem que ter investimento em inteligência, monitoramento por inteligência, tem que ter valorização do policial, sobretudo do policial militar, que é um dos salários mais baixos da federação”, declarou. Na réplica, Gustavo Henrique destacou propostas voltadas à recomposição salarial dos servidores públicos e à implementação da isonomia salarial entre as carreiras estaduais. “Bom, o nosso plano de governo contempla a isonomia salarial. [...] E, acima de tudo, a recomposição salarial”, disse. Na tréplica, Lúcia Santos voltou a defender uma gestão baseada em critérios técnicos e criticou decisões adotadas pelo atual governo na área da saúde. “A última coisa que esse governo do Estado fez foi ouvir os técnicos dos setores”, afirmou. Na sequência, Lúcia Santos foi sorteada para dirigir uma pergunta a Gustavo Henrique. A candidata iniciou um questionamento sobre a retirada do poder deliberativo do Conselho Estadual de Saúde, medida que, segundo ela, possibilitou a gestão de hospitais públicos por Organizações Sociais (OS). No entanto, o tempo destinado à formulação da pergunta se encerrou antes que ela concluísse o raciocínio. Ao responder, Gustavo Henrique abordou outro tema e afirmou que pretende registrar seu plano de governo em cartório, incluindo uma cláusula de renúncia antecipada em caso de descumprimento de compromissos assumidos durante a campanha. “Irei registrar um plano de governo em cartório onde eu irei assinar uma cláusula de renúncia antecipada, onde o cidadão que está me assistindo terá poderes, caso eu não cumpra, num plano mínimo de seis meses, alguns dos itens que constarão em nosso plano de governo registrado no sítio do TRE”, declarou. Na réplica, Lúcia Santos insistiu no tema da saúde pública e voltou a criticar alterações na estrutura do Conselho Estadual de Saúde. “Pelo fato do governador do Estado atual ter tirado da mão dos técnicos do Conselho Estadual de Saúde o poder de decisão dentro da saúde, o poder de deliberação, fazendo desse órgão meramente consultivo, colocar a administração dos hospitais públicos na mão de empresas privadas. [...] Então, se a gente quer uma administração técnica, [...] a gente tem que discutir isso”, afirmou. Na tréplica, Gustavo Henrique disse não compreender a crítica da adversária e ressaltou que não exerce mandato parlamentar. Outro confronto colocou frente a frente Gisvaldo Oliveira e Rafael Fonteles. O candidato do PSOL questionou o petista sobre políticas voltadas à proteção da população trans, citando índices de violência contra esse grupo e uma lei sancionada em Teresina que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans. Em resposta, Rafael Fonteles afirmou que seu plano de governo prevê ações de combate à violência e ampliação da rede de proteção à população trans. “Olha, nosso programa de governo é muito claro em relação a essa proteção de direitos às pessoas trans. [...] a continuidade das ações de enfrentamento à violência às pessoas trans e também um centro de referência sendo descentralizados no território piauiense”, declarou. Na réplica, Gisvaldo Oliveira defendeu políticas de inclusão e criticou o silêncio do governo estadual sobre a legislação municipal citada durante a pergunta. “O que nós do PSOL defendemos é a inclusão social e a garantia de direito para todas as pessoas”, disse. Na tréplica, Rafael Fonteles utilizou o tempo para defender o modelo de gestão adotado em algumas unidades de saúde administradas por organizações sociais e afirmou que o foco deve ser a qualidade do atendimento prestado à população. Por fim, Gustavo Henrique questionou Joel Rodrigues sobre sua ligação política com o senador Ciro Nogueira e sobre o relacionamento do grupo político com integrantes da família Bolsonaro. “Que história é essa? Onde é que fica a ética? Até que ponto vai o teu limite para estar com alguém?”, questionou. Joel Rodrigues respondeu destacando sua trajetória política e afirmou que sua candidatura é movida pelo compromisso com o Piauí. “Eu sempre coloquei de forma muito clara que política é uma missão, faço política com vocação. [...] Eu estou aqui exatamente pelo amor ao Piauí”, declarou. Na réplica, Gustavo Henrique criticou a resposta e voltou a questionar os vínculos políticos do adversário. “Porque independentemente do que a justiça venha dizer nós temos que ter posição. A ética na política”, afirmou. Já na tréplica, Joel Rodrigues rebateu as críticas e direcionou o debate para a área da saúde, defendendo a descentralização dos serviços e investimentos na estrutura hospitalar do estado. “O que a gente precisa fazer é verdadeiramente descentralizar [...] e oferecer saúde de qualidade para o povo”, concluiu. Considerações finais O debate foi encerrado com as considerações finais dos candidatos. Neste momento, cada participante teve a oportunidade de apresentar uma mensagem ao eleitorado e destacar pontos considerados prioritários em suas propostas de governo. A ordem das falas havia sido definida previamente em sorteio realizado com representantes das campanhas. Gustavo Henrique afirmou que sua trajetória política é pautada pela ética, transparência e coerência. O candidato também destacou que seu plano de governo será disponibilizado para consulta pública e agradeceu ao filho João Gabriel, diagnosticado com autismo, a quem atribuiu parte da motivação para disputar o governo do estado. “Eu, Gustavo Henrique, eu tenho honra, tenho ética, origem, caráter. [...] Gustavo Henrique é transparente e pago caro por isso. Porque eu tenho convicção, eu tenho posição e isso eu não abro mão”, declarou. Joel Rodrigues direcionou sua mensagem aos eleitores que enfrentam dificuldades em áreas como saúde, abastecimento de água, educação e emprego. O candidato afirmou que pretende governar com foco na população e comparou a função de governador à de um servidor do povo. “Eu estou aqui por você. Por você que está aí na fila de regulação. Por você que sofre nos corredores. [...] Eu estou pelos nossos jovens que muitos estão deixando o nosso estado porque não tem uma oportunidade de trabalho”, afirmou. Gisvaldo Oliveira agradeceu a realização do debate e apresentou críticas ao modelo de gestão adotado atualmente no estado. O candidato defendeu políticas voltadas à classe trabalhadora e se posicionou contra processos de privatização em áreas consideradas essenciais. “Nós do PSOL queremos agradecer a oportunidade deste debate. [...] Infelizmente nós temos um governo que caminha de costas para a classe trabalhadora”, disse. Lúcia Santos afirmou que existem realidades diferentes sendo vividas pela população piauiense e criticou a atuação das atuais administrações. A candidata também incentivou os eleitores a pesquisarem o histórico e as propostas dos concorrentes antes de decidir o voto. “Procure saber a história dos candidatos. [...] Procure saber o trabalho feito por cada candidato. [...] Escolha bem. Escolha o Piauí”, declarou. Encerrando o debate, Rafael Fonteles ressaltou ações realizadas durante sua gestão e afirmou que pretende continuar adotando políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população. O candidato também destacou a importância do planejamento, da inovação e da inclusão social na administração pública. “Tenho muito orgulho do trabalho que tenho feito ao longo desses quatro anos. [...] Nós nos comprometemos sempre em governar para todos e todas sem deixar ninguém para trás”, afirmou. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube cinco candidatos ao Governo do Piauí participaram, na noite deste domingo (9), do primeiro debate das eleições de 2026. Promovido pela Band Piauí, o encontro reuniu os concorrentes para apresentar propostas e discutir temas como saúde, educação, segurança pública e geração de empregos. O debate marcou o início da série de confrontos televisivos da campanha eleitoral no estado.